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Hoje é Quarta, 03 de Dezembro de 2008
Greve da Polícia Civil

Governo vai cortar ponto de policiais que aderiram à greve

Secretário de Segurança fez anúncio durante evento na Zona Leste de SP

Postado em 19/09/2008 - 22h37min Tamanho do texto: Aumentar texto Diminuir texto

O secretário de Segurança de São Paulo, Ronaldo Marzagão, disse na tarde desta sexta-feira (19) que irá cortar o ponto dos policiais civis que aderiram à greve. A afirmação foi feita durante um evento na Zona Leste da capital paulista.

“Vai ser descontado o dia do policial faltoso. A população não pode sofrer em razão de uma greve de sindicalistas”, disse.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também divulgou nesta tarde o balanço da greve da Polícia Civil no estado nesta sexta. Segundo a secretaria, na capital paulista foi registrada a adesão de menos de 30% das delegacias e no interior de São Paulo de menos de 40%.

Os números são bem diferentes dos divulgados pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp). Embora não tenha fechado o balanço até as 16h20 desta sexta, a associação informa que o percentual deve girar em torno de 100% no interior e 80% na capital paulista.

Fonte: G1

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COMENTÁRIOS (1)

26/09/2008 - 00h21min (68 dias atrás)    Nº IP 189.29.97.147

Orpheu de Bragança Paulista - SP comentou:

Direito de greve da Polícia Civil-Uma necessidade para melhor servir a população.

Existe uma verdadeira falácia em nossa sociedade, consistente na falsa premissa de que o Policial Civil, como ?concursado? que é, também é sabedor de sua renda futura, antes mesmo de adentrar a carreira, seja ela de comando ou operacional. Isso é cinismo, para não dizer ?sem-vergonhice?, pois sob a falsa premissa de que todos os policiais conhecem plenamente todas as condições de suas carreiras previamente, o governo estaria isento de praticar salários condignos a seus agentes de segurança pública. Durante minha carreira de policial civil, por diversas vezes ouvi a estória de que ?a polícia não bateu na sua porta. Foi você quem bateu na porta da polícia e, portanto, não reclame de salário..." Além da péssima remuneração e da precária condição de trabalho, creio que foi esse embuste que mais me motivou a pedir exoneração e estou certo que de meu concurso, outras dezenas de policiais fizeram o mesmo, pelas mesmas razões, como também estou certo que centenas de outros policiais já o fizeram e o farão no futuro. A verdade é que o governo usa de um indecoroso artifício para manter esse estado de coisas, ou seja, se aproveita da situação crônica de desemprego, para impingir remunerações pífias a seus policiais, o que não acontece com o Ministério Público ou com a Magistratura, por causa da autonomia institucional que gozam. Em outras palavras: é como se a carreira policial não fosse jurídica... Como se a polícia fosse um grupo de capangas à disposição do poder público... Tanto é assim, que o governo faz ?vista grossa? ao ?bico? e outros expedientes que a adversidade compele os policiais civis paulistas a inventarem para sobreviverem de forma condigna. Ora, basta dirigir-se a qualquer unidade de policia territorial para verificar nas chefias de cartórios, quantos escrivães ou delegados de polícia estão equipados com computadores da própria instituição. Todos nós sabemos que com os parcos recursos que um escrivão recebe, ele tem que comprar o seu próprio computador e impressora, quando não, o suprimento de papel e tinta! O mesmo ocorre com delegados e investigadores! Mas, o que mais me irrita é a desfaçatez do governo paulista, em época eleitoreira, divulgar que compra viaturas, armamento, equipamento, quando, na verdade sabemos as dificuldades todas, pelas quais passam os policiais. Reformas de viaturas (por conta própria), manutenção de armamento, por armeiros particulares, treinamento efetuado às expensas dos próprios policiais que se filiam a clubes de tiro, dentre outras mazelas, creio, são de conhecimento público. Mas, o mais grave é a remuneração baixa, que força bons policiais, que têm condições, a abandonar suas carreiras, em busca de uma vida melhor! Existe apadrinhamento e esse vício é decorrente justamente da baixa remuneração e da condição de submissão imposta pelo PSDB, na última década, ou seja, ainda que o apadrinhamento exista (desde remotas eras) a verdade é que se agravou nos últimos dez anos, como forma de sobrevivência na instituição, o que, somente poderá acabar com uma remuneração mais justa e com maior autonomia e menor ingerência externa na instituição! A corregedoria, a "ouvidoria" e o próprio Ministério Público muitas vezes asfixiam o aparato policial em benefício de marginais que já descobriram que contra a policia, existe vários aliados... A verdade é que o medo do ?bonde? é decorrente dessa situação, pois, caso os policiais civis recebesse um salário condigno, certamente não hesitariam em enfrentar as ingerências externas, pois, como policiais de carreira, seus cargos, postos e carteiras são os mesmos em qualquer ponto do mapa da capital ou do interior. Assim, o medo do bonde só existe em função da fragilidade, que o governo estadual impinge aos seus policiais... Assim, embora afastado da carreira policial, posto que pedi exoneração, me solidarizo com todos os policiais civis paulistas nessa luta mui digna, por melhores condições de trabalho. Que o governo paulista arque com a responsabilidade de enfrentar, talvez, o mais forte movimento da história centenária da Polícia Civil de São Paulo. A todos, o meu apoio à GREVE!

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